Distribuição do FGTS pode ajudar a aumentar patrimônio; especialistas explicam como aproveitar melhor o recurso
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O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores, valor equivalente a 89% do lucro de R$ 14,7 bilhões obtido pelo fundo em 2025.

O crédito será depositado na primeira quinzena de agosto para cerca de 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em contas ativas ou inativas em 31 de dezembro de 2025.

O valor recebido será proporcional ao saldo existente na conta do FGTS no fim de 2025. Para calcular quanto será creditado, basta multiplicar o saldo registrado em 31 de dezembro de 2025 pelo índice 0,01868341. O montante será incorporado ao saldo da conta e poderá ser sacado apenas nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, compra da casa própria e aposentadoria.

Rentabilidade total do FGTS ficou acima da inflação

Segundo Ivan Vianna, planejador financeiro CFP pela Planejar, a distribuição eleva a rentabilidade total do FGTS em 2025 para cerca de 6,9%, acima da inflação oficial medida pelo IPCA, que encerrou o ano em 4,26%.

De acordo com o especialista, é o segundo ano consecutivo em que o fundo entrega ganho real aos trabalhadores. Ele destaca que o crédito representa um rendimento adicional de aproximadamente 1,87% sobre o saldo existente nas contas no fim de 2025.

Para Vianna, o principal benefício da distribuição não está apenas no valor recebido, mas na forma como ele pode ser utilizado.

Segundo o planejador financeiro, mesmo quando o crédito é pequeno, ele pode contribuir para fortalecer a reserva de emergência, reduzir dívidas com juros elevados ou integrar um planejamento financeiro de longo prazo. Na avaliação dele, o rendimento adicional deve ser visto como uma oportunidade de ampliar a segurança financeira, e não apenas como um recurso para consumo imediato.

Crédito reforça patrimônio para compra da casa própria

Na avaliação de Henrique Soares, também planejador financeiro CFP pela Planejar, a distribuição reforça o papel do FGTS como instrumento de proteção patrimonial.

Segundo ele, a rentabilidade próxima de 6,9% supera a inflação e amplia o saldo disponível para os trabalhadores, especialmente para aqueles que pretendem utilizar os recursos nas hipóteses previstas pela legislação.

Soares ressalta que a distribuição não altera as regras de saque do FGTS. O crédito permanece incorporado ao saldo da conta e poderá ser utilizado, por exemplo, na compra da casa própria, em caso de demissão sem justa causa ou em outras situações previstas em lei.

Para quem pretende financiar um imóvel, o aumento do saldo pode contribuir para a entrada do financiamento, o pagamento de despesas com documentação ou custos de reforma, reduzindo a necessidade de recorrer a outras fontes de crédito.

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